Vítima de médico suspeito de estuprar pacientes diz que ficou paralisada: ‘Morri por alguns minutos’
17/04/2026
(Foto: Reprodução) Mulher que denunciou médico suspeito de estuprar pacientes diz que ficou paralisada
Uma das vítimas que denunciaram o ginecologista Marcelo Arantes Silva declarou, em entrevista à TV Anhanguera, que ficou paralisada ao ser abusada durante a consulta. “A gente fica completamente imóvel, não tive coragem, acho que, por alguns minutos, eu morri ali na cadeira”, relatou. A defesa dele nega o crime.
A vítima contou ainda que o médico inicia a consulta de forma muito gentil, até que ele começa a passar a mão na perna e na panturrilha. “Quando a gente está completamente sem roupa, ele vai e faz alguma coisa. Ele enfiou o dedo, falou com questão de lubrificação, coisas que não tinham nada a ver com o procedimento”, esclareceu.
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O médico é suspeito de estuprar pacientes durante consultas e exames em Goiânia e Senador Canedo, segundo a Polícia Civil. Até esta sexta-feira (17), a corporação informou que há o registro de 12 vítimas.
Em nota, a defesa do médico afirmou que tem plena confiança na inocência de seu cliente, que tem contribuído com a Justiça e já não está exercendo a profissão durante a apuração dos fatos.
“Ele é um médico bem-conceituado em sua área de atuação, probo e ético. Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos”, afirmou em nota (confira na íntegra ao final da reportagem).
Para TV Anhanguera, o advogado informou que os casos devem ser “rigorosamente apurados, com máximo respeito às vítimas” e ressaltou que a investigação está começando.
Médico Marcelo Arantes é suspeito de estuprar pacientes em Goiás
Divulgação/Polícia Civil
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou, por meio de nota, que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial e que todas as denúncias feitas contra a conduta médica são apuradas e tramitam em sigilo (confira a nota completa ao final da reportagem).
Investigação
Segundo a delegada responsável pela investigação, Amanda Menuci, há relatos de estupro contra o médico desde 2017. A investigadora contou em coletiva de imprensa, na quinta-feira (16), que o médico começava tentando ganhar a confiança das pacientes.
“As primeiras consultas, normalmente, eram marcadas por toques físicos indesejados, perguntas inapropriadas, questões sexuais sobre parceiros, sobre vida íntima mesmo, e após ultrapassada essa questão inicial, iniciavam-se os atos libidinosos propriamente ditos”, explicou a delegada.
A investigação da polícia aponta que o médico realizava exames desnecessários e sem luva e fazia perguntas consideradas libidinosas. “Por exemplo: realização de exame de toque enquanto perguntava coisas de teor sexual, se a vítima estava gostando inclusive daquilo, se ali ela se sentia confortável, se estava tendo prazer naquele ato”, contou a delegada.
A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do investigado, que foi negada pelo Ministério Público de Goiás e pelo Poder Judiciário. Entretanto, foi determinado que ele cumpra medidas cautelares, como não manter contato com as pacientes que denunciaram, proibição do afastamento da comarca e a comunicação do Cremego para a suspensão do cadastro profissional.
O ginecologista atuava em clínicas em Goiânia e Senador Canedo, segundo a Polícia Civil
Divulgação/Polícia Civil
NOTA DA DEFESA
A defesa de Marcelo Arantes Silva tem plena confiança em sua inocência. Ele é um médico bem-conceituado em sua área de atuação, probo e ético.
Rassalte-se que ele tem contribuído com a Justiça e já se abstém do exercício profissional até que haja melhor apuração dos fatos. Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos.
Rodrigo Lustosa, Nara Fernandes e Frederico Machado, advogados de defesa
NOTA DO CREMEGO
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego.
Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.
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